Recent Posts

Saiba tudo sobre a Conjuntivite

Aprenda os sintomas, o tratamento e como se prevenir da conjuntivite

Catarata

Saiba como é a cirurgia da catarata, quais os riscos e complicações

Ceratocone

Tudo sobre o tratamento do ceratocone. Anel de Ferrara, Crosslink de córnea, Lente de contato e até Transplante de Córnea

Você precisa de Óculos ?

Faça um teste online simples e rápido e descubra se você tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo

Visite nossa seção de vídeos

Veja nosso vídeos sobre cirurgia de miopia, de catarata, de retina, de ceratocone e muito mais

Mostrando postagens com marcador cirurgia de glaucoma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cirurgia de glaucoma. Mostrar todas as postagens

Cego: Causas de cegueira no Mundo e no Brasil

Segundo dados da Organização Mundial de Sáude (OMS), existiam, no ano de 2002, 37 milhões de pessoas cegas no mundo todo. Isso representa 6 pessoas cegas a cada grupo de 1000 pessoas.
A maioria das pessoas cegas no mundo estão na Ásia e na África, principalmente nas regiões mais pobres.
Outras estimativas elevam esse número para 50 milhões de cegos.



Importante lembrar que quando falamos cegueira, não é necessariamente a pessoa que não enxerga absoltumente nada, mas sim a pessoa que tem a visão menor do que 5%. Isso é o que chamamos de cegueira legal. 
  • 90% dos casos de cegueira ocorrem nas áreas pobres do mundo
  • 60% das cegueiras são evitáveis
  • 25% das cegueiras tem causa infecciosa
  • 20% das cegueiras já instaladas são recuperáveis
Outros dados alarmantes da OMS estimam que a cada ano 500.000 crianças ficam cegas no mundo. Os países em desenvolvimento abrigam 90% dessas crianças.




Causas da cegueira

Diabetes Mellitus

No ano de 2000, existiam 115 milhões de pessoas com diabetes no Mundo. Esse número deve dobrar até 2030. Nos Estados Unidos, o risco de uma pessoa diabética ficar cega é de 0,05% ao ano. A diabetes é portanto, a amior causa de cegueira evitável no mundo em pacientes com idade de trabalho. 
O paciente diabético tem 29 vezes mais chance de ficar com baixa visão ou cegueira do que o paciente não diabético.


Catarata

48% dos casos de cegueira no mundo são causados pela Catarata. E a catarata é uma doença curável. Estima-se que 17 nilhões de pessoas sofram de catarata no mundo e se beneficiariam da cirurgia.


Glaucoma

O glaucoma é uma causas mais importantes de cegueira no mundo. A cegueira causada pelo glaucoma, ocorre principalmente em países pobres, inclusive no Brasil, porque a população não tem acesso aos serviços médicos.


Degeneração Macular Relacionada a Idade (DMRI)

É a principal causa de cegueira entre as pessoas maiores de 65 anos nos países ricos, desenvolvidos.
Entre 20 e 30% das pessoas acima de 75 anos são afetadas pela DMRI em algum grau (leve ou avançado).


Erros de Refração (grau de óculos)

Os erros de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo) são muito comuns e muitas pessoas não usam óculos. A OMS reconhece que 153 milhões de pessoas no mundo apresentam baixa visão por não usarem óculos. Um exame tão simples e rápido mas que poderia ajudar tantas pessoas.


Outras causas de cegueira são:

Deficiência de Vitamina A, Tracoma (infecção causada por um  protozoário chamado Clamidia Tracomatis), Uveites e outras menos frequentes.

Classificação do nível de cegueira

Graus de comprometimento Visual

Grau 1 - Acuidade visual entre 20/70 (0,3) e 20/200 (0,1)
Grau 2 - Acuidade visual entre 20/200 (0,1) e 20/400 (0,05)
Grau 3 - Acuidade visual entre 20/400 (0,05) e 20/1250 (conta dedos a 1 metro)
Grau 4 - Acuidade visual entre 20/1250 (conta dedos a 1 metro) e percepção de movimentos da mão
Grau 5 - Somente percepção de Luz

obs: essas medidas de acuidade visual são medidas pelo oftalmologista no exame de refração (aquele de ler as letrinhas...) e significam a visão medida com o uso dos óculos.

Pela Classificação Internacional de Doenças (CID 10), que é o código adotado pelas perícias médicas para classificar o nível de cegueira, temos:

CID 10 - H54.0 Cegueira de ambos os olhos, classe 3, 4 e 5 

CID 10 - H54.1 Cegueira em um olho ( classe 3, 4 e 5) e visão subnormal em outro (classes 1 e 2)

CID 10 - H54.2 Visão subnormal de ambos os olhos (classes 1 e 2)

CID 10 - H54.3 Perda não qualificada da visão em ambos os olhos

CID 10 - H54.4 Cegueira em um olho  ( classe 3, 4 e 5) e visão normal no outro.

CID 10 - H54.5 Visão subnormal em um olho (classes 1 e 2) e visão normal no outro.

CID 10 - H54.6 Perda não qualificada da visão em um olho

CID 10 - H54.7 Perda não especificada da visão


Tratamento do Glaucoma

O glaucoma é uma doença crônica em que o aumento da pressão ocular causa lesões no nervo óptico e pode levar a cegueira se não for tratado.
O objetivo do tratamento do glaucoma é diminuir a pressão ocular.
A diminuição da pressão ocular pode ser feita com colírios (primeira escolha), com laser (para casos específicos de glaucoma) ou com cirurgia (para casos avançados em que os colírios não adiantam mais).


Atualmente existem cinco classes de medicamentos para a redução da pressão intraocular:
(1) betabloqueadores, (2) alfa-agonistas, (3)inibidores da anidrase carbônica, (4) análogos de prostaglandinas e (5) parassimpatomiméticos.
Como já explicado em texto anterior (clique aqui), para baixar a pressão ocular os colírios vão diminuir a produção do humor aquoso ou aumentar a drenagem desse líquido.
É importante, que o paciente pingue o colírio de forma correta, para obter o máximo do efeito desejado e diminuir os efeitos colaterais. Para saber como pingar o colírio da forma certa, clique aqui e leia o texto.

1 - Betabloqueadores:

São os colírios usados como primeira opção por seu baixo custo e alta eficácia. Eles agem diminuindo a produção do humor aquoso e muitas vezes são usados junto com outros colírios o que aumenta a eficiência.
Esses colírios não devem ser usados por quem tem asma, bronquite ou enfisema (exceto pelo betoptic que pode ser usado sem problemas).
Pacientes com problemas cardíacos, diabetes e depressão também devem tomar cuidado e discutir isso com seus médicos.

Dica: O maleato de timolol pode ser encontrado como medicamento genérico para o glaucoma. Alguns são até encontrados na farmácia popular, por 1 real a unidade

2 - Alfa-agonistas:

Também agem diminuindo a produção do humor aquoso além de aumentar a drenagem e com isso são bastante efetivos em abaixar a pressão ocular. Efeitos colaterais são raros mas incluem olho vermelho, boca seca, coceira nos olhos e fadiga.

3 - Inibidores de anidrase carbônica:

Também agem diminuindo a produção do humor aquoso. Geralmente são usados junto com outros colírios. Efeitos colaterais não são comuns e incluem irritação ocular e gosto metálico na boca. Não devem ser usados por quem tem alergia à sulfa.
Em casos muito graves pode ser usado por via oral (comprimidos de acetazolamida). Nesse caso, apresenta muitos efeitos colaterais e deve ser usado por pouco tempo.

4 - Prostaglandinas:

Os colírios de prostaglandinas usados para o tratamento do glaucoma são os colírios mais novos no mercado. São muito potentes e tem a vantagem de só precisar pingar 1 vez ao dia.
Eles agem aumentando a drenagem do humor aquoso mas por via diferente dos colírios anteriores.
No entanto, o preço não é muito barato e tem alguns efeitos colaterais. Os principais são: vermelhidão dos olhos (geralmente diminui com o tempo de uso), escurecimento da íris (principalmente em pessoas com olhos claros) e crescimento dos cílios.
Apesar desses efeitos colaterais, atualmente são considerados os melhores colírios para tratar glaucoma.

Associações fixas:

São a combinação de 2 colírios em 1 só. Isso facilita para o paciente que precisa pingar menos colírios e, as vezes, até torna o tratamento mais barato.


Dica: Alguns fabricantes de colírio para glaucoma, disponibilizam um número de telefone, aonde o cliente pode se cadastrar, informando seu CPF e o CRM do médico que prescreveu o remédio, e passar a comprar os colírios para glaucoma com desconto.

5 - Parassimpáticomiméticos:

Esses colírios estão em desuso. Antigamente eram bastante usados mas hoje temos opções melhores. Nos dias atuais seu principal uso é em crise de glaucoma agudo.
Agem aumentando a drenagem do humor aquoso e tem muitos efeitos colaterais.

Para saber o que é glaucoma, como é feito o diagnóstico e como tratá-lo, leia esse texto
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/glaucoma-o-que-e-como-dignaosticar-como.html

Para saber mais sobre os fatores de risco e a sua chance de desenvolver glaucoma, visite essa página:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/eu-tenho-chance-de-desenvolver-glaucoma.html

Para saber a maneira correta de pingar os colírios e obter o máximo efeitos dos medicamentos, leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/10/como-pingar-colirios-de-forma-correta.html

Glaucoma: O que é, como diagnosticar, como tratar

atualizado em agosto de 2017

Glaucoma: O que é?

Glaucoma é uma doença que lesa o nervo óptico. Por uma série de fatores, as células desse nervo (fibras nervosas) vão morrendo e o nervo óptico não consegue mais mandar sua mensagem para o cérebro podendo levar a uma cegueira irreversível.
O principal fator de risco ligado ao glaucoma é o aumento da pressão ocular. No entanto, existem casos de glaucoma em que a pressão está normal (glaucoma de pressão normal)
Apesar de ter um tratamento simples e eficaz muitas pessoas ainda perdem a visão por não fazer o diagnóstico ou não seguir o tratamento.
No glaucoma a visão vai sendo afetada de fora para dentro, ou seja, primeiro perde-se a visão periférica e nas fases mais avançadas perde-se a visão central.





O que é a pressão ocular?

Nosso olho tem um líquido dentro chamadao humor aquoso. Esse liquido é produzido em um local e drenado em outro. Quando por algum motivo, seja excesso de produção ou dimuição na drenagem, o humor aquoso fica em excesso, a pressão ocular aumenta. Essa pressão alta pode levar ao glaucoma.
Os colírios usados para tratar o glaucoma diminuem a produção desse liquido ou aumentam a sua drenagem. Se você não entendeu, compare seu olho com uma caixa de água, com uma torneira que enche e um ralo que esvazia. Para evitar que essa caixa encha e transborde devemos fechar a torneira ou aumentar o ralo.


Atenção: Os pacientes que usam remédios com corticóides podem ter aumento da pressão ocular. Para saber mais sobre isso clique aqui:                  

http://www.medicodeolhos.com.br/2010/04/corticoides-efeitos-colaterais-nos.html

Glaucoma tem cura?

Não. Mas tem um tratamento muito eficaz e fácil de ser feito. Assim com a hipertensão arterial, uma vez que seja feito o diagnóstico do glaucoma o tratamento deve ser feito pelo resto da vida.

Glaucoma: Fatores de risco
  • Pressão Ocular elevada (é o mais importante)
  • Raça negra
  • Casos de glaucoma na família (pais, avós, irmãos)
Quem apresenta algum desses fatores de risco deve consultar seu oftalmologista e fazer alguns exames para descartar a possibilidade de ter glaucoma

Glaucoma: Diagnóstico

O diagnóstico do glaucoma nem sempre é fácil de ser feito. Vários dados são levados em consideração pelo oftalmologista para dizer se uma pessoa tem ou não tem glaucoma. O principal dado a ser considerado é a pressão ocular. Outros dados como idade, história familiar (se seus pais, avós ou irmãos tem glaucoma), presença de diabetes e o resultado de alguns exames serão considerados também.

Glaucoma: Exames

  • Tonometria: é o exame feito no consultório para medir a pressão intra ocular. Deve ser feito em toda consulta oftalmológica. A pressão ocular normal varia entre 08 e 21 mmHg.
  • Curva tensional: É a medida da pressão ocular em diferentes horas do dia. A pressão ocular varia ao longo do dia e essa variação é importante para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

  • Fundo de olho (ou fundoscopia): Avalia o nervo óptico e verifica se há um aumento da escavação. A escavação do nervo óptico tem um tamanho de 0,1 a 0,3 nos pacientes sem glaucoma. Quando essa escavação é maior do que isso, aumenta a suspeita de glaucoma. Em estágios muito avançados do glaucoma essa escavação pode chegar a 0,9 e 1,0.
Nervo óptico glaucomatoso

Nervo óptico normal

  • Retinografia ou estereofoto de papila: é a documentação fotográfica do nervo óptico facilitando a avaliação pelo oftalmologista e permitindo a comparação com fotos antigas e futuras.
  • Campo visual (campimetria): é um exame muito importante e que avalia se há lesão nas fibras nervosas do nervo óptico. É importante no diagnóstico e no acompanhamento da doença. Deve ser feito pelo menos 1 vez por ano.

Essas imagens mostram a progressão do campo visual em um paciente com glaucoma sem tratamento
  • Gonioscopia: Faz a diferença entre glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado (ou estreito). O tratamento e o prognóstico são diferentes entre esses dois tipos de glaucoma.
  • Análise da camada de fibras nervosas (GDX ou HRT): Tem uma função parecida com o campo visual mas é melhor e mais detalhado.
  • OCT (tomografia de coerência óptica): Atualmente é o melhor exame para avaliar a camada de fibras nervosas. Permite avaliar com precisão se houve perda dessas células e avaliar se a doença esta evoluindo
  • Paquimetria: Mede a espessura da córnea. Quanta mais espessa a córnea maior será a pressão medida pela tonometria. Ás vezes uma pessoa tem a pressão ocular alta mas é porque a sua córnea é grossa e não porque ela tem glaucoma. Ou ao contrário. A pessoa tem a córnea muito fina, o aparelho mede uma pressão normal, mas na realidade essa pressão está causando glaucoma.
Glaucoma: Sintomas

O glaucoma geralmente não dá sintomas e isso é perigoso porque a pessoa pode ter glaucoma e não saber. Só quando a pressão está muito elevada (geralmente maior do que 40 mmHg) é que a pessoa pode sentir dor nos olhos e na cabeça. Isso ocorre com mais freqüência nos glaucomas de ângulo fechado.
Como o glaucoma começa a afetar a visão na periferia do campo visual a pessoa não percebe a alteração. Só em estágios avançados a pessoa começa a perceber que a visão está prejudicada.

Glaucoma: Tratamento

O objetivo do tratamento do paciente com glaucoma é evitar as lesões no nervo óptico e a redução do campo visual típicas do glaucoma. Apesar de não conseguir reverter as alterações já existentes o tratamento consegue retardar ou evitar o surgimento de novas alterações glaucomatosas. Para tal, devemos reduzir a pressão ocular (PIO) do indivíduo glaucomatoso para a PIO-alvo.
A Pio-alvo é aquela em que não há progressão do dano ao nervo óptico e ao campo visual. Essa Pio alvo varia de individuo para individuo e de acordo com a estágio da doença. Assim, pessoas com glaucoma leve vão ter Pio-alvo maior do que pessoas com glaucoma avançado, em que a pio alvo vai ser bem baixa.

Nos dias de hoje os médicos dispõem de muitos métodos para tratar o glaucoma. O melhor tratamento é com colírios. Existem vários e eles podem ser usados associados uns com os outros. Em alguns tipos de glaucoma, podem ser feitos alguns tratamentos com laser. Em casos mais graves onde os colírios já não fazem tanto efeito, podem ser feitos cirurgias para glaucoma.


Para saber mais sobre o tratamento do glaucoma e sobre todos os tipos de colírios usados para glaucoma. visite essa página:
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/05/tratamento-do-glaucoma.html


O CID 10 (código internacional de doenças) do Glaucoma é H40.1

Para apreender a pingar os colírios para glaucoma de maneira correta, evitando o desperdício e aumentando a eficácia, leia o texto abaixo
http://www.medicodeolhos.com.br/2010/10/como-pingar-colirios-de-forma-correta.html


Para saber mais sobre os fatores de risco e a sua chance de desenvolver glaucoma, visite essa página: